17/06/2008

London pela London Eye

15/06/2008

A garrafada

Essa história do consumo de bebida alcoólica estar proibido nos metrôs e ônibus de Londres me fez lembrar de um episódio “alcoólico” que vivenciei aqui.

Estávamos eu e meu primo retornando para casa depois de uma festa, dentro de um Night Bus, os ônibus que circulam na madrugada. Em um dos pontos, subiu uma galera “cozidíssima”, como diria meu pai – ou seja, bem bêbada.

Parênteses: em Londres, se usa um cartão magnético pré-pago para andar no transporte público. Mas nem todos mantêm o cartão em dia, muitos tentam passar com o cartão vencido. Foi o que aconteceu naquela madrugada.

A turma, de uns dez pelo menos, começou a entrar e a maquininha do cartão logo acusou: “pi-pi-pi”, que significa cartão sem dinheiro. Se fosse “pi”, seria cartão ok.

Na confusão de gente entrando, era uma pipizada só. O motorista, indignado, fechou a porta. Nisso ficaram três dentro e o resto fora. E o ônibus partiu.

Os três remanescentes discutiam furiosamente com o motorista. Na parada seguinte, as portas se abrem, um deles dá um soco na janela da cabine do motorista e os três saem.

Da rua, um que usava boné joga uma garrafa numa janela grande do ônibus, que se estilhaça em pedacinhos. Ainda bem que ninguém foi atingido pelos cacos de vidro. Eu estava a uns dois bancos de distância. O alarme disparou e o ônibus parou. O motorista saiu da cabine e fez o anúncio: “Desçam e peguem o próximo”.

Foi o jeito. Um frio danado e uma espera gigante pelo próximo ônibus. Para piorar, os dez baderneiros voltaram para mesma parada em que eu estava e pegaram o mesmo ônibus. Afinal, todos iam para a mesma direção. Mas daí, tirando as conversas xaropes de bêbados, a viagem foi tranqüila.

Digo, tranqüilo eu não estava né. Fiquei imaginando aquela garrafa voando na minha cabeça, caso eu estivesse alguns bancos à frente. É... não foi café.

14/06/2008

Fui parar no meio do mundo



13/06/2008

Eu sempre quis ser um escafandrista!

Já pensou em largar tudo e virar oleiro? Ou então investir na carreira de escafandrista... E se nada der certo, é hora de se tornar um cervejeiro!

Esses três exemplos são profissões de verdade, coisa que só descobri depois que tomei conhecimento da lista de profissões maluca que a Polícia Federal criou para o formulário on-line de pedidos de passaporte.

Oleiro é quem trabalha com cerâmica, mais propriamente na fabricação da louça de barro. Escafandrista é o mergulhador que usa o escafandro para mergulhar (ah, agora tá explicado... brincadeira. Escafandro é aquele tubão de ar que os mergulhadores profissionais usam nas costas). E cervejeiro pode ser aquele que vende ou fabrica cerveja, ou então o encarregado do processo de fabricação e criação das combinações de ingredientes da cerveja, este mais conhecido como mestre-cervejeiro.

Falando em cerveja, quem parece ter bebido demais foi o criador da tal lista de profissões da Polícia Federal. Olha o que eu achei por lá:

- Guilhotinado
- Capitalista
- Jubilado
- Limpador de pára-brisa
- Presidente da República (um tanto restritivo, não?)
- Vulcanizado

Aproveita e vai você mesmo conferir . Clique aqui e vai no campo onde diz "Profissões".

10/06/2008

A festança no metrô de Londres





(que falta fez um microfone...)



31/05/2008

Tem gente demais nesse mundo

Quando eu estava escrevendo esse post, existiam no mundo 6.754.567.861 pessoas, de acordo com a organização Optimum Population Trust. A projeção deles é que em 2050 a população mundial seja de 9,2 bilhões.

Segundo a organização, a Terra não consegue mais suportar o seu número de habitantes. Já existe um excesso de 1,2 bilhão de pessoas, e se o aumento continuar na atual velocidade virão tempos de fome e guerras.

Hum, que terrível, que será que posso fazer quanto a isso?
De momento, vou preparar um sanduíche e um leite com nescau.

Se você quiser conferir o número de pessoas no mundo neste exato momento, clique aqui.

Lei Seca no transporte londrino

A partir deste domingo, será proibido tomar bebida alcoólica em qualquer transporte público de Londres. A justificativa da prefeitura daqui é que isso vai ajudar a diminuir episódios de desordem e vai tornar as jornadas dos passageiros mais prazerosa.

Muita gente não gostou nada da idéia e como protesto vão fazer uma... festa, regada com muita bebida, claro. E o lugar? Ora, o metrô de Londres. A festa já começou e vai durar este sábado todo, o último dia antes da proibição.

Os “protestantes” combinaram de ficar em uma linha de metrô circular, do centro de Londres, que não tem ponto final, fica sempre rodando.

A imprensa daqui esta toda atenta, e guardas extras já estão apostos no metrô. E eu, daqui a pouco, vou sair de casa e ir lá conferir a situação.

22/05/2008

Cinco histéricas brasileiras desembarcam em Londres


O Grupo XIX de Teatro, de São Paulo, apresenta em Londres o espetáculo "Hysteria", que conta a história de cinco mulheres do século 19 que vivem trancadas em manicômios. As apresentações serão de 4 a 14 de junho, no St Bartholomew's Hospital. Detalhe: todas as falas serão em inglês.

Atrizes paulistas viverão personagens britânicas, inspiradas na história de mulheres cariocas, em uma peça que não tem sonoplastia, iluminação e nem mesmo um palco tradicional.

Parece o bastante para enlouquecer o próprio grupo, mas foi em sã consciência que a trupe paulista Grupo XIX de Teatro encarou o desafio de vir para Inglaterra trazer o espetáculo "Hysteria". A peça, em 7 anos, já foi apresentada mais de 400 vezes no Brasil, em Portugal, em Cabo Verde e na França.

O enredo é uma costura de histórias reais de mulheres internadas em hospícios do Rio de Janeiro durante o século 19.
- As mulheres da nossa peça existiram, a gente se baseou nas fichas médicas. Para as apresentações aqui na Inglaterra vamos fazer um jogo, como se as personagens fossem uma turma de pacientes inglesas que estivesse chegando ao Brasil - conta o diretor Luís Fernando Marques.

O grupo vem à convite do Barbican Centre, mas como a apresentação da peça precisa ser num espaço histórico, longe dos palcos, o local escolhido foi o Great Hall do St Bartholomew's Hospital. Durante a apresentação, a platéia masculina assiste de longe e as mulheres ficam no centro da cena, entre as atrizes, e são convidadas a interagir.

- Tem gente que tem medo de participar, mas em 7 anos nunca tivemos uma reação negativa. O próprio silêncio é uma resposta. Tem pessoas que quando vêem a peça se sentem ainda presas ao século 19. A gente põe o shortinho, mas os valores seguem lá do saião - conta Luís.

Como um dos pontos-chave do espetáculo é a interatividade com o público, o grupo decidiu fazer todos os diálogos em inglês. As atrizes ganharam uma bolsa do British Council e estão estudando a língua inglesa no Brasil. Ajuda bem-vinda para não amarelar em cena por aqui.

Programe-se

O que: espetáculo "Hysteria", do Grupo XIX de Teatro (SP)
Quando: de 4 a 14 de junho (não haverá apresentação no domingo, dia 8, e na quarta-feira, dia 11)
Horário: 7:45h
Onde: Great Hall do St Bartholomew's Hospital (West Smithfield, London, EC1A 7BE)
Metrô: Barbican
Ingresso: £12
Informações: 0845 120 7550 ou http://www.barbican.org.uk/

17/05/2008

16/05/2008

15/05/2008

O passaporte higiênico

Li no jornal britânico thelondonpaper uma notinha sobre desculpas esfarrapadíssimas que imigrantes que perderam seus passaportes contaram para o pessoal da Imigração. Um contou que caiu de um precipício e sobreviveu, mas o passaporte não. E teve uma moça que disse ter passado por uma emergência e precisou usar o documento para ir ao banheiro! Haja criatividade.

06/05/2008

A múmia de jornal

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05/05/2008

Ensaboados no Walkabout

Quem leu o post A festa dos perdidos sabe que toda quinta tem uma festa aqui em Londres, Lost In London, no bar Walkabout da Shaftesbury Avenue. Fizemos dois vídeos na inauguração da festa, que teve até chuva de espuma de sabão (da qual eu disparei, claro). Por favor, abstraiam a total falta de iluminação, hehe.

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04/05/2008

Borboleta: o inseto que venceu na vida

A borboleta é um inseto que se deu bem, pelo menos no quesito aparência. Ela é o destaque da família, nem parece ser prima da barata, da mosca, do percevejo e outros seres nojentos.

O colorido bichinho é o tema da exposição “Amazing Butterflies”, que está no National History Museum até o dia 17 de agosto.

A exibição traz borboletas tropicais vindas da América Central, América do Sul, Sudeste Asiático, Oceania e outras regiões. Todas elas estão vivendo em uma grande estufa que imita o clima tropical, no jardim do National History Museum. É lá que o publico se encontra com as borboletas, voando, vivinhas da silva.

A estética da exibição é voltada ao publico infantil. Antes da exposição, é preciso passar por um labirinto com brincadeiras e jogos para a garotada.

Depois que entram na estufa, os pequenos não estão nem ai para os avisos “Não tente pegar a borboleta”. Os dedos pequenos e gordinhos se oferecem com insistência como repouso às borboletas. Quando alguma aceita o convite ou pousa voluntariamente, mal se houve a respiração da criança. O corpo fica imóvel, contando os segundos de intimidade com o bichinho.

As proezas dos filhos são assistidas pelos pais, que parecem chamar bem menos a atenção das borboletas, seja por falta de empatia, seja por que a maioria dos pais viram cabides, carregando os casacos e blusões dos filhos acalorados por causa do clima da estufa.

Aos entusiasmados em visitar a exposição, três dicas. Não menospreze o labirinto infantil, um adulto pode facilmente se perder (digo por experiência própria). Segunda dica: para aumentar as chances das borboletas pousarem em você, vá com uma roupa bem colorida. E a ultima dica: não coloque por baixo do seu blusão, jaqueta ou moleton aquela camiseta velha e rasgada. Por causa do calor, é provável que seja esse o modelito que você vai estar vestindo durante sua visita.

Para visitar o site da exposição, clique aqui.

03/05/2008

O último retrato

Depois de muito discutir, pensar, repensar, queimar os neurônios, decidimos qual vai ser o título da capa da edição de maio da Revista Brasil.net: "O último retrato".

O prazo estava em cima, porque semana que vem a revista começa a circular. Definir a concepção da capa - que vai ter a foto acima - não foi fácil, porque o tema é a morte. E nunca é fácil falar de morte.


Acho que foi por isso que demorou tanto pra se definir como ficaria a capa. A reportagem é sobre uma exposição que está acontecendo aqui em Londres de um fotógrafo que fez retratos de doentes terminais pouco antes deles morrerem e depois da morte (exemplo abaixo). As fotos são acompanhadas de depoimentos das pessoas. Bem chocante.







A morte é, sem dúvida um tabu, pelo menos pra sociedade ocidental. Tanto que ficamos matutando como abordar o tema sem reforçar esse tabu, mas também sem deixar tudo leve demais, porque não é.


Estampar na capa uma das fotos, apesar de parecer ser a solução mais coerente, não foi a nossa decisão. Ficaria muito forte a imagem gigante de alguém morrendo ou já morto na capa de uma revista que vai ficar circulando por 30 dias na casa das pessoas.


Pensamos em fazer recortes de partes dos rostos, mas seria pior ainda. Pensamos em fazer um fundo todo preto sem imagem, mas desistimos.

Foi aí que, hoje, tivemos um insight. O fotógrafo fez retratos da morte, então vamos colocar um retrato da morte em si - que seria a imagem icônica dela. Aquele ser de capuz preto.

Daí para a Morte do filme "O Sétimo Selo" de Ingman Bergamn foi um pulo. Então o título passou a ser o problema. Já bastava a foto com clima sombrio, então era melhor evitar a palavra morte ou expressões relacionadas. Imagina uma capa escura, com a imagem da morte e um título tipo "A caminho do fim" ou "À beira da morte". Definitivamente não dá, ninguém pegaria a revista pra ler. Foi então que veio a idéia do "O último retrato". Passa exatamente o que o fotógrafo fez, de uma forma simples, sincera e sem reforçar a idéia de morte. A exposição nada mais é que o retrato da última fase da vida dessas pessoas.


Bem, agora é arregaçar as mangas para finalizar a revista, porque a gráfica está à espera, e os leitores também.